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Sistema da reforma será como IR pré preenchido, diz Receita

Sistema da reforma será como IR pré preenchido, diz Receita

14 de jan. de 2026

Nova plataforma da reforma tributária automatiza cálculos, reduz erros e custos para empresas e consumidores

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que a plataforma tecnológica da reforma tributária funcionará de forma semelhante à declaração do IR (Imposto de Renda) pré-preenchida, com apuração automática e orientação ao pagador de impostos.

Segundo ele, o sistema reduzirá erros, custos operacionais e litígios, além de simplificar o cumprimento das obrigações fiscais no país. Barreirinhas discursou nesta 3ª feira (13.jan.2026), durante a cerimônia de lançamento da plataforma da reforma tributária no Serpro, em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O secretário disse que o modelo muda a relação entre o Fisco e os pagadores de impostos, com tratamento mais rigoroso aos devedores contumazes e apoio aos bons pagadores. Lembrou que o custo da burocracia tributária pesa sobre preços, investimento e competitividade.

Segundo Barreirinhas, a reforma unifica regras que hoje variam entre Estados e municípios, com legislações diferentes de ICMS e ISS, o que amplia o risco de erros. Com a nova plataforma, a calculadora oficial da Receita será integrada aos sistemas das empresas, mantendo alinhamento automático às normas e oferecendo alertas e chance de correção quando houver inconsistência.

“Como ocorre no IR pré-preenchido, o próprio sistema vai preparar as declarações. O contribuinte praticamente só precisará conferir”, disse Barreirinhas. Ele chamou o modelo de “apuração assistida”, na qual a complexidade fica concentrada na Receita Federal, enquanto empresas e consumidores acessam informações consolidadas em um único ambiente digital.

A plataforma também permitirá que empresários consultem notas emitidas e recebidas, tributos já recolhidos por fornecedores e eventuais valores a restituir, sem filas ou formulários. Para consumidores de baixa renda, o sistema mostrará a devolução de tributos prevista na reforma, o chamado cashback, com crédito automático em conta da Caixa Econômica Federal.

De acordo com a Receita, o sistema tem capacidade para processar 20.000 transações por segundo, com bilhões de registros anuais, o que sustenta a expectativa de redução de custos administrativos e maior previsibilidade tributária –fatores relevantes para decisões de investimento e expansão da atividade econômica.

REFORMA TRIBUTÁRIA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta 3ª feira (13.jan) o PLP (Projeto de Lei Complementar) 108 de 2024 que conclui a regulamentação da reforma tributária. A cerimônia foi no Serpro, em Brasília, e marcou o lançamento oficial da plataforma digital que vai consolidar a arrecadação dos novos tributos.

A sanção presidencial encerra a etapa legislativa da reforma e abre caminho para o início dos testes práticos do novo modelo tributário brasileiro. A reforma unifica diversos impostos em 2 principais: CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços, federal) e IBS (estadual e municipal), formando o IVA (Imposto sobre Valor Agregado).

O projeto sancionado cria o Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), responsável pela administração do tributo que substituirá ICMS e ISS. O órgão terá autonomia técnica, administrativa e financeira, com sede em Brasília, e deverá coordenar cerca de R$ 1 trilhão por ano quando o sistema estiver em pleno funcionamento.

O Conselho Superior do Comitê Gestor será formado por 54 integrantes, com composição paritária: 27 representantes dos Estados e do Distrito Federal e 27 dos municípios. A representação municipal ficou dividida entre a CNM (Confederação Nacional de Municípios), com 14 cadeiras, e a FNP (Frente Nacional de Prefeitos), com 13 vagas.

O desenho paritário busca preservar o pacto federativo e garantir equilíbrio nas decisões. Estados e municípios terão peso igual nas deliberações estratégicas. Os mandatos serão de 4 anos, com reuniões trimestrais e decisões tomadas por maioria absoluta.

A diretoria executiva terá 9 áreas, entre elas Fiscalização, Tributação e Tesouraria. O texto prevê alternância na presidência entre representantes estaduais e municipais e estabelece participação mínima de 30% de mulheres na diretoria.

QUANDO MUDA PARA VALER A transição será lenta para não causar choques na economia. Confira as datas principais:

2026 – fase de testes e adaptação dos sistemas (aparece na nota, mas não cobra);

2027 – começa a cobrança plena da CBS (federal), e os antigos PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) deixam de existir;

De 2029 a 2032 – transição gradual dos impostos estaduais e municipais. O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e o ISS (Imposto sobre Serviços) vão diminuindo aos poucos, enquanto o novo IBS sobe proporcionalmente;

2033 – o sistema antigo é totalmente aposentado. O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) será gradualmente extinto ao longo da transição.

Fonte: Poder 360

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