7 de jan. de 2026
As exportações brasileiras cresceram 3,5% em 2025 e 24,7% em dezembro na comparação com o mesmo mês de 2024, informou o Midc (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). Para os EUA, as exportações caíram 6,6% no ano passado e 7,7% em dezembro apesar do fim do tarifaço de 50% imposto pelo presidente americano, Donald Trump, a diversos produtos brasileiros com efeito retroativo a 13 de novembro.
O que aconteceu
As exportações brasileiras somaram US$ 348,7 bilhões em 2025 e US$ 31 bilhões no mês passado. O resultado foi 3,5% superior aos US$ 337 bilhões exportados ao longo de 2024 e 24,7% superior a dezembro. Em novembro, Brasil exportou US$ 28,5 bilhões.
Já as importações atingiram US$ 280,4 bilhões em 2025 e US$ 21,4 bilhões em dezembro. A alta foi de 6,7% em comparação com 2024 e de 5,7% na comparação com dezembro de 2024 (US$ 20,2 bilhões). Em novembro, o Brasil importou US$ 22,6 bilhões.
As exportações brasileiras para os EUA caíram 6,6% em 2025, para US$ 37,72 bilhões, em razão do tarifaço. Em comparação com dezembro, a queda foi de 7,2%. O Brasil havia exportado US$ 3,45 bilhões para o mercado americano no último mês de 2024.
Já as importações de produtos fabricados nos EUA subiram 11,3% no ano passado, e chegaram a US$ 45,25 bilhões. Há um ano, as importações dos americanos somaram R$ 40,6 bilhões. Em dezembro, as importações caíram 1,5% na comparação com o último mês de 2024, totalizando US$ 3,20 bilhões. A maior redução nas exportações para os EUA foi em outubro (-35,4%).
Segundo o governo, o resultado é histórico. As exportações do Brasil no ano passado superaram “em US$ 9 bilhões o recorde anterior, que era de 2023”, diz o ministério. “Os últimos três anos apresentam os melhores resultados históricos para a balança comercial.”.
O ministro Geraldo Alckmin, que também é vice-presidente, atribuiu o resultado à “conquista de novos mercados” e ampliação dos existentes. “O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior, sobretudo com a Nova Indústria Brasil (NIB) e com o Plano Brasil Soberano”.
O resultado teria sido superior ao crescimento médio global. “O nosso volume em termos de exportação ele cresceu 5,7%. O comércio global cresceu 2,4%. Então nós crescemos mais que o dobro do crescimento do comércio global!, afirmou Alckmin.
Mesmo com o tarifácio americano, com as dificuldades geopolíticas, batemos aí um recorde com exportação de US$ 348,7 bilhões.
Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro.
Balança comercial no ano
Assim, o saldo positivo da balança comercial nos 12 primeiros meses do ano foi US$ 68,29 bilhões. O resultado foi de queda de 7,9% em relação ao ano anterior. Em dezembro, o saldo foi de US$ 9,63 bilhões, alta de 107,8% em comparação com o mesmo mês de 2024.
Já o saldo corrente de comércio de US$ 629,06 bilhões nos 12 primeiros meses do ano, alta de 4,9%. Em dezembro, o saldo foi de US$ 52,44 bilhões, crescimento de 16,2%. Esse valor abrange também a balança de serviços, rendas e transferências unilaterais.
Fim do Tarifaço
No dia 20 de novembro, Trump emitiu ordem executiva removendo as tarifas de 40%. Na semana anterior, ele já havia eliminado as tarifas de 10%.
Nos dois casos, a decisão foi retroativa a 13 de novembro. Foram listados produtos como carne, frutas e nozes, produtos de cacau, café, chá, especiarias, vegetais, raízes e tubérculos. A relação inclui ainda alimentos processados e bebidas, fertilizantes, além de minérios e minerais, combustíveis fósseis, petróleo e derivados.
O tarifaço de 50% começou a valor no dia 6 de agosto. Naquela data, os EUA passaram a cobrar mais 40% sobre as tarifas adicionais de 10% que já aplicavam desde abril sobre a importação de produtos brasileiros. Desde então, uma taxa de 50% passou a ser cobrada sobre produtos como café, carnes, pescados, açúcar, cacau e frutas tropicais, como manga e uva. Castanhas, suco de laranja e produtos de aviação civil entraram em uma lista de quase 700 produtos que se livraram da sobretaxa.
As razões para o tarifaço eram políticas. Trump implementou a tarifa adicional de 40% sobre o Brasil “para lidar com políticas, práticas e ações recentes do governo brasileiro que constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”, escreveu o republicano em sua ordem executiva.
As decisões judiciais do Brasil contra big techs também foram mencionadas. O americano acusou o Brasil de tomar “medidas sem precedentes para coagir empresas americanas de forma tirânica e arbitrária” com objetivo de “censurar” discursos políticos, remover usuários e alterar políticas de moderação de conteúdo sob penas de “multas extraordinárias” e processos criminais.
Fonte: UOL
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