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8 de Março: Mulheres do movimento sindical bancário e securitário refletem sobre desafios, lutas e o futuro da categoria
8 de Março: Mulheres do movimento sindical bancário e securitário refletem sobre desafios, lutas e o futuro da categoria

6 de mar. de 2026
Em alusão ao Dia internacional da mulher, a CONTEC convida mulheres inseridas no meio sindical para um debate.
Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, a CONTEC realizou, no dia 24 de fevereiro, um encontro virtual reunindo mulheres indicadas pelas Federações filiadas, promovendo um espaço de escuta, reflexão e fortalecimento das pautas femininas nas categorias representadas pela Confederação.
O debate foi mediado por Alexandra Lucena (FENESPIC) e contou com a participação de:
Carla Regina Flores Cardoso (FEEB-SC);
Dirceia Ribeiro (SEEB Barbacena – FEEB-MG);
Iara Freire (FEEB-PR);
Janaína dos Santos Firmino (FEEB-PB);
Marli Demelas de Magalhães (SEEB Jataí – FEEB-GO/TO);
Morgana Roberta Moraes Metódio (SEEB Garanhuns – FEEB-AL/PE/RN);
Rita Josina Feitosa da Silva (AFBNB – FEEB-N/NE);
Débora Ferreira Machado (SEEB SJC – FEEB-SP/MS).
O encontro contou ainda com a participação da Diretora de Finanças da CONTEC, Maria Leiza Torres, e teve abertura institucional realizada pelo Presidente da CONTEC, Lourenço Ferreira do Prado.
Ser mulher no sistema financeiro: avanços e desafios persistentes
Ao abrir o encontro, o presidente Lourenço Prado destacou:
“A CONTEC pratica um sindicalismo de princípios. Combatemos todas as formas de violência contra a mulher, o feminicídio e o assédio moral e sexual nos ambientes de trabalho. As mulheres podem contar com a CONTEC na defesa firme de seus direitos.”
A Diretora de Finanças da CONTEC, Maria Leiza Torres, reforçou:
“Este encontro representa a importância da escuta coletiva. As experiências compartilhadas aqui contribuem diretamente para o aprimoramento das pautas que levaremos às campanhas salariais de 2026.”
Durante o debate, foi destacado que, embora as mulheres representem parcela significativa da força de trabalho nas agências bancárias, ainda enfrentam obstáculos estruturais para ascensão profissional.
Janaína dos Santos Firmino afirmou:
“Ser mulher no sistema financeiro significa, muitas vezes, precisar provar duas vezes a própria competência. Ainda enfrentamos resistência velada e a necessidade constante de reafirmar nossa capacidade técnica.”
Carla Regina Flores Cardoso pontuou:
“Apesar dos avanços conquistados nas últimas décadas, o cenário ainda está distante do ideal.
As recentes reestruturações e o fechamento de agências têm ampliado a sobrecarga de trabalho, especialmente para as mulheres.”
Ela também alertou para o crescimento dos afastamentos por adoecimento mental, atingindo majoritariamente trabalhadoras.
Metas, pressão e dupla jornada: impactos desiguais
A pressão por metas foi um dos pontos mais enfatizados pelas participantes.
Morgana Roberta Moraes Metódio destacou:
“A pressão por metas impacta todos, mas para as mulheres ela é agravada pela dupla jornada. Saímos do trabalho e assumimos responsabilidades familiares, sem que isso reduza a cobrança por resultados.”
Ela acrescentou:
“Não se trata apenas da meta em si, mas da forma como a cobrança é feita. Precisamos de um modelo de gestão mais humano.”
Durante o debate, foi reforçado que a jornada excessiva e as metas abusivas não são prejudiciais apenas às trabalhadoras e trabalhadores, mas também ao ambiente produtivo, sendo necessária a construção de soluções que alinhem produtividade e saúde laboral.
Desigualdade e assédio: realidade ainda presente
Casos recentes de assédio sexual foram mencionados, evidenciando que, apesar dos canais institucionais de denúncia, ainda há situações preocupantes nas agências.
Dirceia Ribeiro afirmou:
“O assédio ainda preocupa. Muitas vezes ele se manifesta de forma sutil, e nem sempre a mulher se sente segura para denunciar. O sindicato precisa garantir acolhimento e acompanhamento.”
Ela reforçou a importância da prevenção e da atuação permanente das entidades sindicais. A desigualdade salarial e as dificuldades de ascensão profissional também foram apontadas como vivências cotidianas.
Mais informações e fonte: Contec
Escrito por: Maria Clara Duarte | Revisão: Jéssica Alencar
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